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Un millón de metros cadrados da Rede Natura PT para Pescanova Imprimir E-mail
pescabroma2.gif9 de xaneiro de 2007. Onte o governo portugués asinou un protocolo con Pescanova para a construcción no LIC Dunas de Mira dunha megapiscifatoría de preto de 1 millón de m2. A empresa busca así a complicidade de governos máis permisivos para eludir a lexislación ambiental europea, o que non puido conquerir en Galiza con Touriñán. Actitudes como esta amosan a prepotencia e a falta de respecto de Pescanova e o governo luso pola conservación da diversidade natural de Europa. Mercando os seus produtos faste cómplice desta desfeita: BOICOTE A PESCANOVA !
 

ADEGA considera que este feito é unha proba máis da política insustentábel e depredadora que pretenden levar a cabo algunhas empresas coa connivencia de determinados sectores políticos. Estas actitudes evidencian ademáis dun intolerábel desprezo polas leis (neste caso a Directiva de Hábitats) unha bulra á cidadanía. É unha inxustiza e unha fraude que mentres os propietarios/as ou calquera outra empresa teñan que respectar as condicións legais para a protección ambiental dunha área, algunhas corporacións teñan "dereito de pernada" para instalarse alí onde lles pete, mesmo en espazos protexidos e con hábitats prioritarios.mira.jpg
No entanto, parécenos aínda máis preocupante que un governo que ten a obriga de cumprir as leis, sexa cómplice desta manobra e non só artelle trécolas administrativas e sabotee as leis ambientais para beneficiar a unha empresa, senón que achegue cartos públicos para violar a legalidade e causar unha desfeita ecolóxica.
Tampouco son menos graves as actitudes de determinados sectores políticos galegos que non teñen reparo en afirmar públicamente que permitirían o sacrificio de espazos protexidos como Touriñán, saltándose "a la torera" toda a normativa ambiental. Intentárono durante anos con outros santuarios da natureza galega como As Catedrais, Corrubedo, O Xistral, O Courel... Mais grazas ao labor dos ecoloxistas e dunha cidadanía cada vez máis comprometida coa defensa do seu patrimonio natural, a sociedade galega acabou por poñelos no seu sitio.
ADEGA quere facer tamén unha reflexión sobre a fiscalización por parte das administracións de determinadas empresas que amosan de xeito recalcitrante un nulo respeito pola normativa ambiental vixente. Os poderes públicos deberían tomar nota de como se conducen estas empresas noutros lugares para revisar polo miúdo as súas actividades en Galiza, alén de non premiar con cartos públicos ás que amosen actitudes desafiantes ou estratexias insustentábeis. Neste senso, a cidadanía debería considerar non mercar produtos de empresas que como Pescanova, amosan un nulo respeito pola natureza e a legalidade.
Finalmente, ADEGA quere expresar a súa solidariedade cos compañeiros/as de QUERCUS aos que lles ofrecemos todo o noso apoio e experiencia na súa loita (que tamén é a de ADEGA) pola conservación do patrimonio natural europeo. 
 
Comunicado de imprensa de QUERCUS:
mirasat.jpgA Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza mostra grande preocupação pelo anúncio de mais um grande projecto industrial previsto para a Rede Natura 2000 em Portugal. A Rede Natura 2000 é um conjunto de áreas com estatuto de protecção que todos os países da União Europeia definiram e que constitui um dos mais importantes mecanismos de conservação da natureza na Europa. O protocolo que hoje (8 jan) é assinado entre o Estado Português e a multinacional espanhola Pescanova abre portas à maior fábrica de pregado do mundo, a construir em Mira (distrito de Coimbra), com um apoio estatal que rondará os 45 milhões de Euros. Com localização prevista a sul da localidade de Praia de Mira, tradicionalmente piscatória, mas hoje com vertente fortemente turística, a instalação industrial estará a escassas centenas de metros da praia e será contígua a equipamentos turísticos e habitacionais, implicando a destruição de mais de 100 ha de terrenos florestados ou com vegetação dunar classificados como Rede Natura. Com uma produção estimada de 10000 toneladas de peixe por ano (valor que supera por si a produção portuguesa), 90% serão destinados à exportação para o mercado europeu. 
Este foi considerado pelo governo como um “Projecto de Interesse Nacional” (PIN), o que facilita desde logo abrir excepções para permitir construção em território classificado por motivos ambientais. Desde já soam alertas para os riscos da construção de tal empreendimento nesta localização: uma costa baixa, em terrenos próximos do cordão dunar, numa zona sujeita à erosão do mar, e com inertes em suspensão. É oportuno olhar para o que se passa na Costa da Caparica, com obras de emergência que procuram proteger bens que em tempos um cordão dunar parecia proteger da acção do mar, mas que hoje praticamente desapareceu. Numa perspectiva mais global, torna-se preocupante a tendência verificada em Portugal de utilizar a legislação dos PIN para facilitar a construção em terrenos classificados, em desrespeito pela legislação comunitária.
São exemplos disso os empreendimentos Costa Terra e Pinheirinho, no Sitio Comporta/Galé, e o empreendimento Verdelago em Castro Marim, no Algarve.
Portugal mais permissivo que Espanha: o respeito pelos valores ambientais por parte do Governo desce em cada dia que passa devido à pressão económica. A Quercus considera grave o facto do Governo português aceitar e apoiar um projecto que foi recusado em Espanha pela Xunta de Galiza (Governo autonómico galego) para o Cabo Tourinhan, precisamente pelo facto de ter sido previsto para uma zona de Rede Natura 2000.
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